O osso é um tecido vivo e metabolicamente ativo, ele se renova o tempo todo. Porém, a partir dos 40 anos, esse processo começa a desacelerar. Em mulheres, essa perda de massa óssea se intensifica após a menopausa devido à queda do estrogênio, hormônio que protege os ossos.
A osteoporose é conhecida como uma doença silenciosa. Ela não dói, não apresenta sinais evidentes no dia a dia, mas fragiliza o esqueleto de forma contínua e, muitas vezes, o diagnóstico só acontece após uma fratura, geralmente em quadril, punho ou coluna.
A idade é um fator determinante porque o metabolismo ósseo muda significativamente:
- o corpo passa a absorver menos cálcio;
- há redução de massa muscular (sarcopenia), que influencia diretamente a força e a proteção óssea;
- e diminui a capacidade de manter a densidade mineral óssea;
Além disso, fatores como sedentarismo, tabagismo, uso crônico de corticoides, consumo excessivo de álcool e baixa exposição solar, responsável pela síntese de vitamina D, aumentam ainda mais o risco.
O exame indicado para avaliar a saúde dos ossos é a densitometria óssea, recomendada para mulheres a partir dos 50 anos e homens acima dos 60. No entanto, ela pode (e deve) ser realizada mais cedo em pessoas com fatores de risco, como doenças autoimunes, uso prolongado de corticoterapia, histórico familiar ou menopausa precoce.
A osteoporose pode ser prevenida e tratada. Exercícios de força e impacto controlado, alimentação equilibrada, níveis adequados de vitamina D, cálcio e acompanhamento com especialista são pilares essenciais para manter os ossos fortes e reduzir o risco de fraturas ao longo da vida.





