Você já ouviu alguém chamar o intestino de “segundo cérebro”?
Hoje, sabemos que o intestino e o sistema imunológico trabalham tão juntos que qualquer desequilíbrio intestinal pode contribuir para o surgimento ou agravamento de doenças autoimunes e inflamatórias, como artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondiloartrites.
Dentro do seu intestino vivem trilhões de micro-organismos, bactérias, vírus e fungos, que formam a chamada microbiota intestinal.Quando essa microbiota está equilibrada, ela ajuda o corpo a manter um estado de baixa inflamação, essencial para quem convive com doenças reumatológicas.
Quando há um desequilíbrio da microbiota, o que chamamos de disbiose, vários processos podem ser desencadeados:
- Aumento da permeabilidade intestinal: A barreira intestinal fica mais “aberta”, permitindo a passagem de moléculas inflamatórias para a corrente sanguínea. Isso aumenta a ativação do sistema imunológico e pode piorar sintomas articulares
- Produção alterada de substâncias inflamatórias: um intestino em desequilíbrio pode estimular a produção de substâncias pró-inflamatórias, já conhecidas por participarem ativamente de doenças reumatológicas.
- Alteração da resposta imune: A microbiota ajuda a “ensinar” o sistema imunológico a distinguir o que é ameaça e o que não é. Quando ela muda, essa comunicação se perde, favorecendo reações desreguladas, típicas de doenças autoimunes.
Nos últimos anos, diversos estudos mostraram que a microbiota tem um papel relevante em doenças como: artrite reumatoide, espondiloartrites, psoríase e artrite psoriásica. Ou seja, o intestino é uma peça-chave para entendermos processos inflamatórios.
Tratar doenças inflamatórias exige olhar para o corpo como um sistema integrado. E o intestino é um dos pilares dessa integração!





